A henna e suas curiosidades físico-químicas

Ultimamente a henna tem ganhado mais espaço no mercado por se tratar de uma coloração natural, mas muita gente não tem ideia de como ela realmente “funciona”. Mesmo no meio científico, a henna ainda possui vários mistérios quanto ao seu comportamento em nível molecular. O objetivo do post de hoje é esclarecer algumas dúvidas com base em artigos científicos.

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Nossa lawsonia inermis querida, a henna

A lawsone, pigmento responsável pela coloração dos cabelos, não ocorre como moléculas livres nas folhas da lawsonia inermis (nome científico da henna). Elas se encontram ligadas a outras moléculas presentes nas células vegetais da planta. Assim, a lawsone só começa a ser liberada após a preparação da mistura da henna, quando adicionamos a ela um líquido levemente ácido (sumo de limão ou laranja, vinagre, alguns tipos de chás como o hibisco, etc…tudo diluído em água para não acidificar demais). A lawsone consegue, em parte, ser liberada quando misturamos a henna só com água quente, pois assim as paredes celulares das células vegetais também conseguem ser rompidas, liberando o pigmento. Entretanto, elevadas temperaturas tendem a danificar a estrutura da lawsone, prejudicando sua ligação com os grupos amina da queratina dos cabelos. Já o líquido levemente ácido consegue romper as paredes celulares sem danificar a lawsone, liberando mais eficientemente o pigmento. O ideal nas misturas de henna é utilizar algo ácido, mas diluído, para que a mistura pronta não fique com acidez muito abaixo da acidez natural dos cabelos, o que pode ressecá-los. Para quem não quer usar ácidos, a melhor opção é fazer a mistura só com água em uma temperatura não muito elevada. Não encontrei nada muito concreto sobre a temperatura máxima, mas particularmente eu não passaria dos 35-45°C, que é a temperatura comum de crescimento da lawsonia.

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Alá a célula vegetal. É a parede celular que precisa ser rompida para a liberação da lawsone (pigmento)

A lawsone também é chamada de 2-hidroxi-1,4-naftoquinona. 2-hidroxi, pois a hidroxila (OH) ocorre ligada ao segundo carbono do anel aromático; 1 e 4 são as posições das ligações duplas de oxigênio com o primeiro e o quarto carbonos, nafto é porque a substância é derivada do naftaleno (que possui 2 anéis aromáticos) e quinona, pois além de ser derivada de compostos aromáticos, possui grupos C=O ao invés de somente C-H.

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Geometria molecular da lawsone

A reação por meio da qual a lawsone se liga à queratina dos cabelos é esta abaixo. Ligações duplas e triplas sempre são mais instáveis do que ligações simples devido a questões de geometria das moléculas, por isso é a ligação dupla entre um C e um O da lawsone que é rompida.

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Lembrando lá atrás do conceito de eletronegatividade do colegial, quanto mais eletronegativo um elemento, mais ele tem facilidade em atrair os elétrons de outro elemento. E a sequência básica, do mais eletronegativo para o menos eletronegativo, é: F, O, N, Cl, Br, I, S, C, P, H, METAIS. Assim, o oxigênio daquela ligação dupla da lawsone passa a se ligar ao H2 da amina da queratina, pois ele é “mais forte”, mais eletronegativo do que o N que antes estava lá. Forma-se, assim, uma molécula de água, com o H, que é “fraco” e o O, que é “forte”. E o N da molécula de queratina é atraído para a ligação dupla com o C da lawsone: o N “forte” com o C “fraco”.

A ligação entre a lawsone e a queratina é considerada uma base de Schiff, pois apresenta uma ligação dupla entre um carbono e um nitrogênio, sendo o último ligado a um grupo arila ou alquila sem hidrogênio. Esse grupo funcional possui como característica uma estrutura bem estável, por isso a henna tende a desbotar muito pouco dos cabelos ao longo do tempo. Entretanto, isso não quer dizer que não tenhamos que tomar cuidado com o que aplicamos nos cabelos, pois pode haver interação entre alguns produtos e a henna, podendo quebrar essas ligações estáveis (há relatos de que alguns tipos de óleos utilizados para umectação podem desbotar a henna, como o óleo de coco, que por ser altamente penetrante, chega ao córtex dos fios).

Uma coisa muito importante é que como a fixação da henna depende das ligações entre a lawsone e a queratina, se os cabelos não estiverem em boas condições, a henna pode desbotar mais, porque neste caso essas ligações podem ficar prejudicadas.

Já o uso de shampoos após a aplicação da henna é totalmente liberado, apesar de ainda existir um mito de que isso pode desbotar a henna. Os principais componentes dos shampoos são surfactantes aniônicos e não iônicos, que apenas possuem a função de, juntamente à água, criar uma emulsão que permite a “solubilização” do sebo dos cabelos para facilitar a sua limpeza, atuando apenas na superfície dos fios e nada mais. Uma possível relação indireta entre os shampoos e o desbotamento da henna seria o fato de que surfactantes mais agressivos podem danificar os cabelos ao longo do tempo, e cabelos danificados, como já dito, podem ter as ligações lawsone-queratina afetadas (quem quiser saber mais a respeito de surfactantes e da ação dos shampoos, já escrevi a respeito: https://alemdolab.wordpress.com/2014/11/05/entendendo-os-surfactantes/).

Além da lawsone, a lawsonia inermis apresenta cerca de 100 outros constituintes, incluindo compostos fenólicos (cumarinas, flavonoides, taninos, naftalenos, naftoquinonas, xantonas, lignanas, alquilfenonas), terpenos (voláteis e não voláteis), esteroides, alcaloides entre outros. Todos esses componentes agem de maneira benéfica quando aplicados nos cabelos, por serem antibacterianos, antifúngicos, antiparasíticos, antiinflamatórios e antioxidantes. Além dos benefícios mais cosméticos, há estudos que comprovam inclusive que a henna possui efeito anticancerígeno.

A henna não possui a capacidade de clarear os cabelos. Ela apresenta apenas pigmento natural e não contém nenhum grupamento relacionado à descoloração.

Um pigmento é caracterizado por sua habilidade de absorção seletiva. Ele absorve parte dos comprimentos de onda da região visível do espectro eletromagnético, transmitindo a parte não absorvida como cor. No caso da lawsone, os comprimentos de onda correspondentes aos intervalos de cor amarela, laranja e uma parte da vermelha é que são  transmitidos. Geralmente, quando aplicamos a henna nos cabelos a cor final é um tom laranja/cobre, pois esta é a cor que prevalece sobre o amarelo e acaba prevalecendo sobre o vermelho, já que nem todo o intervalo do vermelho é transmitido.

Exatamente pelo fato da lawsone ser um pigmento é que dizemos que “a cor da henna é mutante” sob diferentes iluminações.

O sol possui um espectro razoavelmente uniforme. Já as luzes artificiais tendem a apresentar grandes picos e vales em parte de seus espectros. A cor que enxergamos do pigmento lawsone nos cabelos hennados depende da interação desses espectros das luzes com o espectro do pigmento, pois a absorção e a transmissão variam de acordo com a luz incidente. É por isso, então, que a cor dos cabelos varia tanto de ambiente para ambiente.

Nossos cabelos virgens também contêm pigmento, a famosa melanina. Existem 2 tipos de melanina, uma que confere coloração castanha a preta (eumelanina) e outra amarela a vermelha (feomelanina). A eumelanina é a mais presente em todas as cores de cabelos, sendo que quanto mais escuros os fios, maior a sua quantidade. A feomelanina é presente em pouquíssimas quantidade, sendo quase nula nos cabelos escuros, um pouco maiores nos cabelos loiros e maiores ainda nos cabelos ruivos. A eumelanina absorve a maior parte do comprimento de onda da região do visível. Por isso, as variações de espectro das luzes não interferem tanto na cor final que observamos dos cabelos virgens (o que percebemos mais é o brilho).

Já quando passamos henna nos cabelos, há uma grande adição de pigmento, e um pigmento bastante seletivo em relação à transmissão de luz. Isso resulta nas diferentes cores que observamos à cada nova iluminação. As convencionais químicas também contêm pigmentos (em menor quantidade) que agiriam de forma semelhante, porém são adicionados a elas componentes químicos responsáveis por ajudar a estabilizar a cor final, inibindo um possível caráter mais mutante. 😛

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Espectrograma mostrando a absorção e a transmissão de vários tipos de luzes. Enquanto a luz do sol transmite mais os comprimentos de onda do amarelo e do laranja, as luzes artificiais no máximo transmitem pequenos picos nesse intervalo. Por isso nossos cabelos hennados parecem mais bonitos com luz direta ou indireta do sol 🙂

Outra coisa bem interessante é que existem estudos que mostram que a lawsonia inermis age como protetora contra raios UV, porém o fenômeno ainda não é bem compreendido. Existem diversas plantas que agem dessa maneira, mas a lawsonia parece ser uma das melhores plantas bloqueadoras desses raios.

Enquanto estamos com a henna nos cabelos, a maior parte da lawsone age na coloração dos mesmos, porém cerca de 1% dela é absorvida pela corrente sanguínea, através do couro cabeludo, e depois é eliminada com a urina (eu já percebi isso na prática, e você!? Hehe!).

Dentre todas as curiosidades a respeito da henna, a que mais intriga quem a usa é seu processo de oxidação, que resulta no escurecimento dos cabelos. Esse escurecimento varia de pessoa para pessoa, mas geralmente é leve. Depois de ler e estudar vários artigos em busca da explicação desse processo, só consegui chegar a uma “suposição” baseada na comparação dos compostos da lawsonia com outros vários colegas do reino vegetal.

A reação entre as moléculas de queratina dos cabelos e as moléculas de lawsone faz com que esta perca elétrons. Por isso dizemos que a lawsone sofre oxidação.

Assim como diversas plantas, a lawsonia inermis possui elevadas quantidades de polifenóis, que são antioxidantes naturais responsáveis, entre outras coisas, pelo combate aos radicais livres. Alguns compostos fenólicos são incolores e outros, como a polifenoloxidase, possuem pigmentação. É sabido que a polifenoloxidase é responsável pelo escurecimento de plantas, leguminosas e frutas expostas ao meio ambiente (exposição ao O2, basicamente). Entretanto, sua ação e detalhes das reações em que participa ainda não são completamente entendidos pelos cientistas.

Consegui encontrar a informação de que a lawsonia inermis contém polifenoloxidase. Também sabemos que depois que aplicamos a henna nos cabelos, os mesmos escurecem devido à oxidação da lawsone. Não encontrei nenhuma informação que explicasse diretamente o escurecimento dos cabelos, mas para mim faz muito sentido que seja por meio de um processo análogo ao que ocorre com outros vegetais que contêm polifenoloxidase.

Minha suposição, então, é que após a aplicação da henna e a fixação da lawsone nos cabelos, a polifenoloxidase reage com o oxigênio do ar, produzindo compostos chamados quinonas. Essas reações são muito comuns em uma infinidade de outros vegetais, e as quinonas às quais me refiro aqui são outras além daquelas já existentes na lawsonia. As novas quinonas, por sua vez, polimerizam-se formando moléculas de melanina. A melanina, como sabemos, é um pigmento que gera tonalidades castanhas a avermelhadas. Esse processo todo é muito comum no reino vegetal, se considerarmos as espécies que possuem polifenoloxidase. Hoje, os cientistas sabem que essas reações ocorrem, mas não entendem bem o porquê. Há suposições de que a polifenoloxidase age como mecanismo de defesa contra bactérias, fungos, pragas, etc. A oxidação e consequentemente o escurecimento são naturais, não há como evitá-los, pelo menos por enquanto. Já existem estudos envolvendo testes sobre inibidores da ação da polifenoloxidase, mas ainda nada muito concreto.

Por fim, quero falar sobre algo que li no primeiro artigo que cito nas fontes, no fim deste post. Como os autores comentam a respeito da relação da henna com gravidez, acho importante também falar sobre isso.

Retirei o parágrafo abaixo diretamente do texto, para quem se interessar. Basicamente, os autores dizem que aparentemente a aplicação externa da henna na pele e nos cabelos não causa efeitos adversos em grávidas saudáveis (mesmo porque somente 1% da pasta de henna costuma ser absorvida pela corrente sanguínea durante a aplicação). Entretanto, mulheres africanas costumam usar extrato aquoso das raízes da henna como contraceptivo e para estimular o aborto durante os primeiros dois meses de gravidez. Só quis deixar esse alerta porque vai que tem alguma aloka com a planta em casa e resolve fazer um chá, sei lá.

“Although external application of henna paste to hair or skin does not appear to have any adverse effect on healthy pregnant humans, there is some evidence that exposure of organisms to henna extracts affects their ability to propagate. Findings that henna reduces fertility and induces spontaneous abortion in mammals imply that there is substance to the ethnobotanical use of aqueous root extracts of the plant in African countries by women as a contraceptive (Agunu et al.,2011) and to encourage abortion during the first two months of pregnancy (Perinet et al., 2011; Zumrutdal and Ozaslan, 2012).”

Espero que tenham gostado da pesquisa. E qualquer sugestão, é só me escrever 🙂

ATUALIZAÇÃO:

Devido a grande quantidade de dúvidas, faço um adendo a este post a respeito do efeito do pH nos cabelos, que é uma informação importante para quem quer hennar utilizando solução levemente ácida.

1) Se quando expostos por várias horas a soluções com pH menor que 2 os cabelos sofrem alterações estruturais irreversíveis, a gente pode pensar que em pH abaixo de 3 os cabelos podem sofrer alterações mais brandas. Essas alterações são devidas à acidólise das proteínas dos cabelos.

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2) Se as proteínas dos cabelos, que são a parte mais resistente, “sofrem” com meios muito ácidos (ou alcalinos também), imagine o complexo de membrana celular, que seria a parte mais “molinha” dos fios que é responsável por manter as cutículas ligadas. A última frase do recorte abaixo diz que ácidos, etntre outras coisas, também atacam o complexo de membrana celular.

CellMembrane

Ou seja, lembrem-se que a solução deve ser LEVEMENTE ácida 😉

ATUALIZAÇÃO 2: Resolvi acrescentar uma observação, pois percebi que para algumas pessoas alguns conceitos ainda não estão claros. O pigmento lawsone é liberado quando usamos tanto água morna quanto água (fria ou morna) + agente ácido. O que acontece é que com ácido a liberação torna-se mais eficiente. E o que isso quer dizer? Imagine que tenhamos 10 moléculas de pigmento que podem ser liberadas. Segundo os estudos científicos, a mistura levemente ácida faria com que as 10 moléculas fossem liberadas, enquanto que somente com água morna teríamos 8 moléculas liberadas (isso é um exemplo fictício, ok!?). Então, para quem busca resultados menos intensos com a henna, o uso somente de água morna pode já ser suficiente. Mas para quem busca resultados mais intensos, é interessante buscar a maior eficiência de liberação de pigmento, portanto, utilizando-se uma mistura levemente ácida.

FONTES:

Semwal et al. Lawsonia inermis L. (henna): Ethnobotanical,phytochemical and pharmacological aspects. Journal of Ethnopharmacology, nº 155, p. 80–103. 2014.

Gallo et al. Henna through the centuries: a quick HPTLC analysis. Rev. Bras. Farmacogn., nº24, p. 133 – 140. 2014.

Boonsong et al. Natural pigments from six species of Thai plants extracted by water for hair dyeing product application. J. of Cleaner Production, nº 37, p. 93 – 106. 2012.

Habbal et al. Antibacterial activity of Lawsonia inermis Linn (Henna) against Pseudomonas aeruginosa. Asian Pac. J. Trop. Biomed. nº 1(3), p. 173-176. 2011.

Hsouna et al. Antioxidant constituents from Lawsonia inermis leaves: Isolation, structure elucidation and antioxidative capacity. Food chemistry, nº 125, p. 193 – 200. 2011.

Zohourian et al. Polyphenolic Contents and Antioxidant Activities of Lawsonia Inermis Leaf  Extracts Obtained by Microwave-assisted Hydrothermal Method. J. of Microwave Power and Electromagnetic Energy, nº 45 (4), p. 193-204. 2011.

Mayer. Polyphenol oxidases in plants and fungi: Going places? A review. Phytochemistry, nº 67 p. 2318–2331. 2006.

Zoccola et al. Near Infrared Spectroscopy as a Tool for the Determination of Eumelanin in Human Hair. Pigment Cell Res., nº17, p.379-385. 2004.

Amro et al. A quantitative study of dyeing with lawsone. J. Soc. Cosmet. Chem, nº 45, p. 159 – 165. 1994.

Monks et al. Contemporary issues in toxicology: Quinone Chemistry and Toxicity. Toxicology and applied pharmacology, nº 112, p. 2 – 16. 1992.

http://kitchenscience.sci-toys.com/oxidation

http://en.wikipedia.org/wiki/Pigment 

https://books.google.com.br/books?id=y4Al3swCPbsC&pg=PA173&lpg=PA173&dq=polyphenol+oxidase+lawsone&source=bl&ots=kkrnaxdczx&sig=Wpf-k1GvWntApSeWLAGcG0dcU-Y&hl=pt-BR&sa=X&ei=7cu6VOTlH8P2ggTt6oLoAw&ved=0CEcQ6AEwBQ#v=onepage&q=napthaquinone&f=false

http://www.homepower.com/sites/default/files/articles/ajax/docs/6_Light-Spectral-distribution.jpg

http://cdn1.arkive.org/media/35/35AC680D-D04F-437B-8706-1967005EB049/Presentation.Large/Henna-flowers-growing-in-the-wild.jpg

http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/handle/mec/18686/1292519221781_celula_vegetal_cederj_ok.jpg?sequence=1

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66 comentários sobre “A henna e suas curiosidades físico-químicas

  1. Ola, Questionei sobre henna para um amigo cabelereiro, e olha a resposta dele: Vi uma materia sobre henna para pigmentos de cabelo, fallando super bem que é natural etal oq ue vc acha?

    Uma bosta

    Não fica igual e tem chumbo na composição mesmo sendo natural

    Não dá cobertura total e nem tem poder de clareamento

    E depois te impossibilita de fazer qualquer química…

    Realmente tem chumbo na composição? Por isso a fixação da cor?

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    • Oi Tatiele!
      Há um bom tempo atrás era comum a adição de metais pesados à henna para proporcionar uma maior variedade de cores, já que o seu pigmento é naturalmente acobreado. Entretanto, isso não é mais tão comum e há marcas realmente confiáveis no mercado, é só pesquisar bem.
      A henna não precisa de nada adicional para sua fixação nos cabelos, isso expliquei bem através da reação com a queratina.
      Quanto a fazer químicas, mais uma informação falsa. A henna pura é compatível com toda e qualquer química, pois é 100% pura. Se fosse assim, meus cabelos sei lá como estariam, pois a maior parte contêm resquícios de outra tintura. Nos grupos a respeito de henna no FB também há dezenas de garotas que fazem progressiva, descolorem, fazem N químicas e nenhuma reação ocorre.
      A henna realmente não tem poder de clareamento, pois ela é um pigmento, portanto só adiciona cor. Quanto à cobertura total, não entendi muito bem o que vc quis dizer, mas ela consegue cobrir, por exemplo, fios brancos. Cabelos levemente manchados também tendem a uniformizar depois da aplicação da henna.
      Tudo isso que eu disse acima e nesse artigo é informação que consta em artigos científicos de pesquisadores bem conceituados. O problema é que a maioria dos cabeleireiros ainda tem essa visão antiga e clichê da henna adulterada…e muitos a confundem com henê.
      Agora a opção de usar vai de cada um. Se vc não se importa com o trabalhinho a mais que a henna dá e se vc é decidida quanto a ser ruiva, ela pode ser uma boa opção!
      A minha sugestão é que vc procure grupos como o Henna – Amor que não desbota e verifique vc mesma os resultados que nós temos com a henna 😉

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  2. muy interesante.
    Estaba buscando precisamente eso, como se une la henna a la queratina del pelo.
    En una tesis leí que la fraxetina era la responsable de la protección UV que tiene la henna.
    Creo que el ácido gálico es responsable también del oscurecimiento, de hecho en soluciones alcalinas oxida más rápido, pero como que eso no combiene al pelo y lo dejamos oxidar naturalmente.

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  3. Oi,Paola.Adorei seu texto,bastante esclarecedor.Estou pesquisando sobre a henna antes de usar,tb faço parte do grupo no face.Só tenho uma dúvida,o vinagre ou suco de limão são os ácidos que permitem uma maior liberação do pigmento,mas se eu adicionar apenas água e deixar descansar por um longo tempo antes de usar,eu obtenho menos liberação do pigmento?Pergunto pq fico receosa de passar o ácido e ressecar o cabelo.E obrigada mais uma vez por dividir essas informações sobre a henna

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    • Oi Vanessa! Olha, a liberação do pigmento ocorre também com o uso somente de água, mas nos artigos que consultei, consta que com um pouco de ácido é que a liberação atinge seu ápice de eficiência. Você poderia testar acrescentar uma só laranja ou usar um pouco de chá de hibisco. Se você usar pouco, a sua mistura final ficará com um pH mais próximo do pH natural dos cabelos (~5), assim não há risco de ressecamento por causa de ácidos. Há quem reclame da henna endurecer um pouco os fios após a aplicação, mesmo sem ácidos, mas aí o motivo é outro. Como a lawsone se liga à queratina dos cabelos, o processo acaba agindo como uma reconstrução leve, assim é importante sempre manter os cabelos bem hidratados, inclusive fazer uma hidratação antes de aplicar a henna pode ajudar (não precisa ser no mesmo dia, no dia anterior já é legal).

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  4. Flor, gostei muito do seu artigo, apesar de não entender muito da parte química achei bem esclarecedor, a dúvida que tenho seria se consta desse seu estudo alguma forma efetiva de desbotar a Henna dos cabelos, pois me arrependi do tom escuro e desde então tenho tentado tirar para clarear a base e hennar novamente, fiz umectação com azeite e pareceu não dar resultado, usei shampoo + bicarbonato de sódio mas clareou bem sutilmente, fiz teste de mecha com tinta 11, com dekapcolor e com descolorante + ox de 30 vol. e todas as mechas que testei (separadamente, claro) só clarearam bem pouco, quer dizer, abriram cerca de meio a um tom, você teria alguma sugestão melhor? :/
    Gratidão!

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    • Oi Ca! Então, não encontrei nenhum artigo que falasse a respeito do que pode conseguir quebrar a ligação entre a queratina e a lawsone, mas eu acho que você poderia tentar uma umectação noturna com o óleo de coco, que ele é um pouco mais potente que o azeite. E se você deixar por várias horas, com certeza dá tempo do óleo chegar ao cortex dos fios, aí a reação deve dar mais certo. Mas talvez vc tenha que fazer mais de duas umectações. Acho difícil não desbotar nada desse jeito. Se fizer, me conta depois. Um beijo e boa sorte 🙂

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  5. Pingback: O que é a henna? | Guia do Ruivo com Henna

  6. Pingback: Receita | Guia do Ruivo com Henna

    • De forma alguma, Maiva! A prática de adição de elementos pesados à henna era algo relativamente comum no passado (até 20 anos atrás mais ou menos). Mas hoje toda henna 100% natural passa por testes de laboratório super rigorosos. Existe um controle rigoroso. Então, basta procurar por uma henna 100% natural, ou seja, que contenha somente plantas na composição. A henna surya, por exemplo, é 100% natural. As hennas Weleda e Casa da Índia, além de 100% naturais, são 100% puras, ou seja, só contém o pigmento que dá a coloração cobre, chamado lawsone.

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  7. Pingback: Dicas valiosas para quem pensa em usar henna | Além do Lab

  8. Olá Paola! Eu usei henna por um tempo mas saí porque achei que meu cabelo não se deu muito bem. Senti ele mais grosso, armado e desalinhado. Tem alguma coisa que possa explicar ou é só neura minha?

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    • Oi Alice! Olha, de um bom tempo para cá percebi que tem cabelos que realmente não se dão com a henna, mesmo aplicando-a sem algo ácido na mistura. Esse efeito é muito parecido com o de uma reconstrução com queratina, por exemplo, já que a molécula lawsone, responsável por pigmentar os cabelos, liga-se à queratina dos cabelos. Aí é comum cabelos que não se dão com reconstruções fortes não se darem com ela também. Mas ainda acho algo um pouco misterioso!

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  9. Oi Paola, tudo bem? eu passo henna já faz tempo e sempre segui as indicações da embalagem (eu passo a henna francesa da marca himalaya, aquela da lata lilás). As indicações falam pra ferver água e misturar com o pó. Sempre funcionou, mas aí eu vi seu post e acho que se eu colocar algo ácido e em temperatura ambiente pode ficar ainda melhor! Você pode me indicar uma proporção para eu saber quanto de limão colocar para que o pH fique próximo a 5? Tipo, x gramas de henna, x ml de água e 1 limão, ou algo assim hahaha obrigada! 🙂

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    • Oi Alice! Olha, o problema da henna himalaya é que ela não é pura, pois contém um corante sintético pra potencializar a cor da lawsonia inermis. Esse corante é o picramato de sódio. Por isso talvez você não veja muita diferença, mas é fato que temperaturas muito altas danificam as moléculas de pigmento. Não que elas vão destruir todas as moléculas, mas sim parte delas. Então, como eu não sei a respeito das interações entre picramato e agentes ácidos, não recomendo fazer outras misturas. Para a henna himalaya, a única coisa que posso recomendar é fazer a mistura com água morna e de 15 em 15 min fazer teste de mancha para saber se o pigmento já liberou. Espero que essas informações te ajude 🙂

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  10. Muito bom, aprendi muita coisa. Estou querendo aprender tudo que puder antes de hennar e as informações que você compilou aqui foram bastante esclarecedoras. Apenas notei um pequeno descuido na parte que fala de outras propriedades da planta. O correto seria antibacteriano (anti=contra; contra bactérias), que pode ser bactericida (que mata bactérias) ou bacteriostático (que pára sua multiplicação). Antibactericida é um termo recorrente mas que não faz muito sentido, ao menos nesse contexto (=contra algo que mata bactérias).

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  11. Muuuito legal, moça, só queria ter prestado mais atenção nas aulas de química pra entender melhor hahaha.
    Agora uma dúvida que fiquei foi em relação à liberação do pigmento. Com o ácido é mais eficiente e você coloca ali em cima que água abaixo de 35°C não deve atrapalhar a liberação do pigmento. Será que a combinação de um pouco de ácido e água morna (30°C a 35°C) não aceleraria o processo? Porque já li relatos de que somente com ácido em ambientes com temperaturas de 30°C vai mais rápido, talvez para locais mais frios usar esse “truque” funcione e encurte o tempo de preparo da mistura.

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    • Ah, mas cada um tem um ponto fraco, né? Eu até prestava atenção nas aulas de história, mas sou um zero à esquerda nisso haha! Bom, primeiramente quando falo de eficiência, não necessariamente implica em velocidade maior ou menor de liberação, mas somente em relação à quantidade de pigmento liberada. O que acelera de fato a liberação do pigmento é a água morna a levemente quente mesmo.
      Eu acredito que combinar água morna e agente ácido seja eficaz, pois nas minhas últimas hennadas acabei fazendo isso. Usei água morna + hibisco (ácido) e deu certo o retoque de raiz, a cor ficou homogênea! Só não escrevi sobre isso ainda, pois estava fora. Agora volto mais à ativa com o blog 🙂 um beijo!

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      • Paola estou eu de novo aqui hahahaha. Me tira uma dúvida quanto ao ácido. Sei que ele precisa ser levemente ácido para liberar o pigmento e sei que não pode colocar muito, pois quanto mais ácido coloca, mais ácida fica a mistura e corre risco de ressecar o cabelo por pH mais baixo que o natural dos fios. Só que muitas meninas usam vinagre como tratamento, para fechar as cutículas e tratar cabelo poroso. Vejo infinitas receitas com 200ml até 300ml de vinagre de maça (umas adicionam limão junto disso) e gente que defende de pé junto que tudo isso não faz mal pro cabelo. Aí fico na dúvida, pois na minha cabeça um cabelo saudável com pH normal + receita muito ácida (pH baixo) ou vinagre puro no cabelo vai sim ressecar, pois vai abaixar mais ainda mais o pH do cabelo. Fora que, por mais que seja vinagre de maça, 300ml de ácido deve deixar pH muito baixo na receita, não é? Afinal qual é a recomendação e como funciona essa coisa toda do tratamento com vinagre?

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        • Oi Fernanda! Olha, o ácido na mistura serve pra garantir que todo o pigmento seja liberado. Isso não quer dizer que sem ácido não há liberação. Há, mas é preciso ter cuidado pra não colocar água muito quente. Então, eu, por exemplo, uso um tico de ácido como precaução e porque meu cabelo fica mais hidratado assim.
          Olha, ainda não escrevi sobre isso, mas quero muito fazer um post sobre bicarbonato e vinagre, porque esses extremos de pH não são bons para os cabelos. Para uma receita com 300 mL de líquidos, 50 mL de ácido já bastam. O problema é que o efeito ruim desses extremos geralmente só aparece depois de 1 ano e meio, 2 anos de uso contínuo desses produtos. Os cabelos ressecam e ficam quebradiços. E demora tanto, pois o efeito deles nos cabelos é de fadiga. Quando algo rompe ou é danificado por fadiga, isso quer dizer que uma mesma ação (usar extremos, alcalinos ou muito ácidos nesse caso) foi repetida váááárias vezes até causar o dano. Se você procurar principalmente em fóruns gringos, tá começando a aparecer reclamações de quebra de cabelo por conta do desequilíbrio de pH. Isso é fruto da acidólise das proteínas dos fios, ou seja, uma triste dissolução!

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        • Paola, gostaria muito que fizesse, até pra poder orientar as meninas do grupo melhor. Esses dias tive conversa sobre o assunto, por isso veio a dúvida e realmente quando fui procurar (a internet carece de artigos científicos sobre os efeitos do vinagre no cabelo, pois bem) encontrei relatos de meninas que estão com cabelos destruídos por conta de bicarbonato e vinagre. Acho que até da pra usar o vinagre, mas esporadicamente. Melhor mesmo produtos próprios para o cabelo. Nessas horas me dá vontade de ter feito química e ficar testando coisas em laboratório hahaha

          Obrigada pela respostas moça, mesmo. ❤

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        • Fernanda, o pior é que mesmo procurando bastante nunca achei artigos científicos sobre o assunto. Como a prática de usar vinagre + bicarbonato no dia-a-dia é recente, vai ser difícil achar algo. Mas a teoria-base tá em livros. E é engraçado porque eu trabalho muito com fadiga e fratura em rochas, e mesmo sendo um material totalmente diferente de cabelos, parte da teoria serve para todos os materiais, então acho que consigo escrever alguma coisa legal. Vou ver se consigo começar nesse fim-de-semana…empolguei hahaha! Beijo moça 🙂

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        • Paola cá estou eu de novo hahahaha
          Dessa vez minha dúvida é a seguinte: uma moça levantou a hipótese de que o ressecamento do cabelo sentido após a henna é ligado ao processo de oxidação, já que nesse processo as moléculas de água nos fios se quebrariam e deixariam os cabelos, causando o ressecamento. E eu queria entender o que é mesmo esse ressecamento. É somente a falta de água nos fios? É a falta de água e óleos? É o fio estar com cutícula aberta e com isso perder toda umidade, óleos e nutrientes? Afinal, como funciona isso tudo? Outra coisa é como funciona quimicamente o processo de oxidação do pigmento (quem perde eléctrons, pra onde vão, onde vivem, o que comem, etc.)

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        • Oi Fernanda! Olha, pra mim não faz sentido essa explicação. Como assim a água quebrar? Nos cabelos, é uma molécula Nh2 que quebra, não a água. E quem sente ressecamento dos fios, sente prontamente, mesmo antes da oxidação.
          Não existe na literatura científica nenhum estudo que mostre detalhes a respeito disso, então o máximo que podemos avançar é supor que o ressecamento seja pelo efeito reconstrutor da henna. Um cabelo que não precisa de reconstrução ou não se dá bem com reconstrução (tipo essas com queratina hidrolisada), fica enrijecido e ressecado após uma reconstrução. E é esse o efeito da henna. A ligação do pigmento com a queratina fortalece a estrutura do cabelo, mas se um cabelo já está no seu máximo de fortalecimento, ao passar henna ele vai ter esse efeito. Tanto é que quando isso acontece, a recomendação é revezar hidratações e nutrições, deixando óleo em contato com o cabelo para que ele retire o “excesso” de henna dos fios.
          As informações que compartilhei nesse post de henna foi o máximo que consegui avançar. Foram dois meses de muita pesquisa, organização de artigos e tudo mais. Mas infelizmente, não conseguimos ter resposta pra tudo!

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        • Paola, olha só como foi a conversa, vê se faz mais sentido pra você (do que fez pra mim kkk):

          “Marcia Barreto de Araujo Fofa, a perda de elétrons do pigmento causa um perda do balanço positivo e negativo do microambiente capilar. Com isso, para reestabelecer esse balanço, há a necessidade de haver a quebra das moléculas de H2O em H+ e O-, causando a perda de água e o consequente ressecamento dos cabelos. wink emoticon. É todo um esquema
          Like · Reply · 2 hrs · Edited
          Fernanda Ruppel
          Fernanda Ruppel Marcia, me explica uma coisa então. O pigmento perde eléctrons e muda a cor por conta desse processo, certo? Essa mudança de cor é permanente, então se o balanceamento de carga no pigmento for restabelecido não reverteria a cor? .-.
          To vendo aqui o que acontece quando á água perde eléctrons, ela quebra em H+ e O- e o oxigênio seria liberado na atmosfera. E no caso o pigmento liberaria eléctrons que se ligariam ao oxigênio no ar, é assim?
          Like · Reply · 2 hrs
          Marcia Barreto de Araujo
          Marcia Barreto de Araujo Não. A oxidação proveniente do ar na henna forma um composto catiônico que precisaria do H- para manter a estabilidade da molécula (mantendo a polaridade positiva e negativa do conjunto pq o oxigênio é positivo e instável sem o H). Retira-o da água, provocando ressecamento e oxidação dos fios. Mas o composto estável da henna oxidada + hidrogênio é estável e fica no cabelo, portanto ñ há alteração da cor.”

          Obs.: no caso a discussão foi em cima do processo de oxidação onde o pigmento perderia eléctrons e isso causaria o escurecimento da cor (eu parti desse princípio porque é isso que entendo por oxidação, mas relendo seu post, entendo que talvez eu tenha entendido o processo todo errado hahaha)

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        • Oi Fernanda! Agora entendi melhor rs! Acredito que possa ter relação sim, mas não sei se é somente isso. O que explicaria, então, o efeito diferente da henna em vários tipos de cabelos? Para algumas pessoas, a henna dá esse efeito “ressecado”, para outras é praticamente o contrário. E não sei até que ponto é realmente um ressecamento ou enrijecimento. Mesmo se tiver relação com a água, algo a mais existe em relação às outras ligações químicas dos cabelos, que são extremamente complexas. Meus cabelos, por exemplo, ficam com um toque levemente áspero nos 2 ou 3 primeiros dias após a aplicação (não é ressecamento, é áspero mesmo, levemente enrijecido), mas mesmo sem fazer nada eles “amolecem” e ficam com um aspecto muito mais hidratado do que antes da aplicação da henna. Nas minhas 3 primeiras aplicações de henna não senti essa rigidez, foi direto para a maleabilidade e hidratação. Todas podemos ter opiniões, mas enquanto não houver provas, nada pode ser falado com 100% de confiança. E isso vale pra tudo. Não é porque eu sou mestre em geotecnia, por exemplo, que eu vou ser expert em todas as sub-áreas, né!?

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        • Ah com certeza, eu só pergunto pra saber sua opinião e entender melhor, até porque você definitivamente estudou isso mais que eu hahaha. Obrigada por responder com tanto carinho, você é uma linda ❤

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  12. Oi, Paola. Então, eu pensei em entrar no mundo da henna, mas eu aliso meu cabelo (faço escova inteligente) e faço uso semanal de escova e chapinha, já que o alisamento não dura pra sempre. Tenho que ficar escovando e fazendo chapinha pra deixar a raiz mais lisinha. Eu vi num vídeo que só pode fazer o uso de escova e chapinha depois do tempo de oxidação. Eu queria saber quanto tempo leva pra oxidar e se tem algum problema eu ficar escovando meu cabelo, se desbota ou danifica os fios de alguma forma.

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    • Oi Ivyna! Olha, não existe um tempo exato de duração da oxidação, mas um intervalo seguro é uma semana. Nesse meio tempo vc pode usar o secador de cabelos sem problemas, mas com temperatura até média. Temperaturas altas de secador ou o uso de chapinha podem escurecer os cabelos, então é melhor evitar.
      A henna quando desbota, é muito pouco. E isso independe do uso de secador ou chapinha. Tem mais relação com a ligação da molécula de pigmento à queratina mesmo! Escovar os cabelos durante a oxidação também não causa nenhum dano diferente não.

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      • Quando eu pintei a última vez, eu descolori muito pouco só pra abrir mais no meio e nas pontas porque a tinta pega mais na parte de cima, pois a raiz é virgem. Tem algum problema se eu usar a henna? Eu li que ela pode não fixar por conta da descoloração, já que ela precisa se ligar à queratina e cabelos descoloridos passaram por processos que alteraram (e retiraram) a queratina nos cabelos. Isso é verdade?

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        • Então, as meninas que abrem a base dizem que a henna fixa melhor quando se usa tinta loira. Mas já vi casos em que a pessoa descoloriu e a henna pegou. Vc usou um descolorante mais “suave” e por pouco tempo?

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    • Bom, se vc abriu pouco, uma alternativa é vc preparar a mistura da henna, mas usar só um pouquinho pra fazer um teste de mecha. O resto você congela. Se a henna fixar, maravilha, acabou.
      Se vc perceber que a henna não fixou, provavelmente é porque seu cabelo está poroso. Aí recomendo fazer um tempo de cronograma capilar (nem que seja uma etapa de cada, mas acabando na hidratação: uma hidratação, uma nutrição, uma reconstrução e mais uma hidratação; no máximo 2 etapas por semana). Uma reconstrução com queratina hidrolisada é recomendada, pois ela repõe a queratina perdida por causa da descoloração. Depois desse ritual tooodo, aí daria pra hennar o cabelo inteiro!

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    • Oi Carla, depende de várias coisas. Se você precisar descolorir seus cabelos antes de aplicar a henna, na medida em que eles forem crescendo a raiz fica mais evidente. Assim, se vc não gostar de ficar muito tempo com diferença na raiz, vai precisar retocar com mais frequência. Se vc for aplicar sobre base natural, tudo fica mais “mascarado”, aí o intervalo de tempo é maior. Ah, e a henna não possui resultado vermelho, é acobreado mesmo.

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  13. Pingback: Colorações naturais: Henna, Índigo e Cássia - Desocupada é a Mãe?

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